Terça-feira, Dezembro 21, 2010

EDIGAR DE ALENCAR: O CARNAVAL E A MÚSICA CARIOCA



EDIGAR DE ALENCAR: O CARNAVAL CARIOCA ATRAVÉS DA MÚSICA – O livro “O carnaval carioca através da música” de Edigar de Alencar, trata da cronologia da música e da canção carnavalesca carioca, os aspectos formais e temáticos, a sátira política, evolução, préstitos, corso e batalhas de confete, plagio, linguagem, intelectuais e cronistas, cantiga contra mascarado, modalidades da cantiga de carnaval, marcha-rancho, samba, marchinha, batucada, samba-enredo, o nascimento do carnaval carioca, o Zé-Pereira, danças e guizos, sungas e tropas, quadrilha, polca, maxixe, a moral da época, catões e puritanos, cantigas de empréstimo, os cordões e o Abre-Alas, todo inventário de 1901 a 1977, Chiquinha Gonzaga, Donga, Sinhô, Eduardo Souto, Noel Rosa, Lamartine Babo, Ary Barroso, Haroldo Lobo, Wilson Batista, com rica abordagem, fotografias e ilustrações.

FONTE:
ALENCAR, Edigar. O carnaval carioca através da música. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.

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Segunda-feira, Dezembro 20, 2010

RENATA PALLOTTINI: INTRODUÇÃO À DRAMATURGIA



RENATA PALLOTTINI: INTRODUÇÃO À DRAMATURGIA – O livro “Introdução à dramaturgia”, de Renata Pallottini, oriundo da tese de doutoramento da autora para a Escola de Comunicações e Artes da USP, aborda a questão da ação dramática e conflito, o teatro épico e dramática rigorosa e analise de um texto do teatro épico. Traz também o prefácio “A dramaturgia como teoria” de Fernando Peixoto.

A AUTORA: A poeta, escritora, professora e dramaturga paulista Renata Pallottini cursos Filosofia na PUC e direito na Faculdade do Largo de São Francisco, estudou dramaturgia na Escola de Arte Dramática onde mais tarde lecionou. É autora de diversos livros de poesia e teatro.



FONTE:
PALLOTTINI, Renata. Introdução à dramaturgia. São Paulo: Brasiliense, 1983.

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Sexta-feira, Dezembro 17, 2010

ROGÉRIO MANJATE & TEATRO DA ECA-UEM



CURSO DE TEATRO DA ECA-UEM - O Curso de Teatro da ECA – UEM apresenta Peça: “AMOR DE DONA PIRLIMPLIM”, de Federico Garcia Lorca Data: 18 de Dezembro de 2010 Horas: 18h00 Local: Centro Cultural Universitário Encenação: Ma. Atália Combane Interpretação: Angelina Chavango, Rosa Zibane e Saide jafar Peça: FIM DE FESTA, de Samuel Beckett Data: 19 de Dezembro de 2010 Horas: 18h00 Local: Centro Cultural Universitário Encenação: Mauro Vombe Interpretação: Lucrécia Noronha, Violeta Mbilane, Machaca Franco e Kátia Balate. ECA-UEM Av. Romão F. Farinha, 520 Maputo Telef +258 21402028 Fax +258 21402029. Info: Rogério Manjate.

ROGÉRIO MANJATE - Rogério Manjate é escritor, ator e contador de histórias infantis moçambicano, organizador da Colectânea breve de literatura moçambicana. Lançou o livro de contos Amor silvestre. É o editor da revista Maderazinco (www.maderazinco.tropical.co.mz). É ator no no grupo de Teatro Mutumbela Gogo, desde 1992; sendo que em 91, começou no grupo Mbêu, e trabalhou em ambos grupos os até 1995. É também estudante de Agronomia na UEM. Além disso é membro da AEMO e tem colaborado em jornais e revistas com contos e poemas. Em breve publicará seu primeiro livro infanto-juvenil: »Casa em Flor« (Prémio de Literatura para Crianças do FBLP 2002). Ele edita a revista literária Maderazinco. Num encontro realizado em Maceió, concedeu entrevista exclusiva num bate-papo na orla de Ponta Verde, falando de Moçambique, poesia, cultura, arte e Brasil. Confira a entrevista de Rogério Manjate.

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Quinta-feira, Dezembro 16, 2010

MESTRE MESSIAS



MESTRE MESSIAS - O mestre Messias dos Santos é um artista singular e universal ao mesmo tempo. Suas músicas já foram gravadas por grandes intérpretes como Elza Soares, Leny Andrade e Rosinha de Valença, e em países como a Itália, a Espanha e os EUA. Mas somente agora em 2010, após mais de 40 anos de estrada como compositor, cantor, pintor e professor formado em história e etnomúsica, o mestre Messias grava seu primeiro CD que será lançado pela Tuhumusic, com o título do álbum “Retrato de um Violeiro”, acompanhado de um livro com pinturas, poesias, textos e dados biográficos, além de contribuições de jornalistas e críticos de arte de renome. O lançamento ainda acompanha um DVD com vídeos e fotos sobre o artista, incluindo entrevistas e depoimentos. Confira tudo no MySpace e no MixArt.

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Quarta-feira, Dezembro 15, 2010

WLSON MIRANDA



WLSON MIRANDA - Nascido em Maceió e apreciador dos ritmos nordestinos, o músico Wilson Miranda iniciou sua carreira na década de 80. Autodidata, deu seus primeiros passos como profissional tocando na noite. Trabalhou com grandes nomes da música alagoana como: Carlos Moura, Mácleim, Leureni, Wilma Miranda, Júnior Almeida, Eliezer Seton, Ricardo Mota e outros, e participou de grupos como: Grupo A'bagha, Luz de Candeeiro, Balaidegato, Vestindo a Carapuça. Sua versatilidade como instrumentista é o que dá margem para trabalhar com diversos tipos de trabalhos e ritmos, sendo hoje um dos percussionistas mais solicitados do Estado. Como compositor, se utiliza muito bem dos ritmos nordestinos usando células do Bumba meu Boi, Maracatu, Baião, Coco de Roda, Guerreiro, Pastoril, Xaxado etc. Seu trabalho vai desde canto coral à Salsa e ao Jazz. Nessa estrada, fez parceria importante no seu trabalho de composição com o também músico percussionista Cláudio Pinto e juntos fizeram músicas como “Senhores do Mar”, “Sofrimento de um Povo” e “Caminhos do Mar”. Experiente em festivais dentro e fora do país, já participou com uma trupe alagoana do “Festival Luso Brasileiro de Cultura” em Cerpa região do Alentejo em Portugal. Pelo Brasil a fora, já participou de grandes movimentos musicais: XVIII FAMPOP (Feira Avareense de Música Popular Avaré - SP.), Festival Unicanto de Corais, com coral Embracanto (Londrina - PR.), III Fest Sinhá ( Itumbiara - GO.), FEMUCIC (Festival de Música Cidade Canção - Maringá - PR.), onde classificou a música que foi gravada no CD do festival composta em parceria com João Miranda, Projeto Pelourinho Seis E Meia em Salvador - BA., Directv Music Hal em São Paulo junto com o grupo Vestindo a Carapuça onde foram 1° lugar com a música “Mesa de Bar” do compositor Sóstenes Lima. Atualmente, além do trabalho percussivo, com o qual acompanha diversos músico alagoanos, Wilson Miranda se dedica ao seu trabalho solo, realizando diversos shows e na viabilização do seu primeiro cd: Caminho do Mar ao Sertão. Confira o talento de Wilson Miranda no MySpace, na Trama Virtual e no Palco Mp3.

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Segunda-feira, Dezembro 13, 2010

O TAGARELA



O TAGARELA - O Tagarela é um jornal eletrônico periódico concebido e editado exclusivamente por servidores concursados do IZP, tendo como editores João Marcos Carvalho e Mácleim Damasceno. É o primeiro jornal editado por servidores do IZP. A publicação quer ser os olhos e a voz dos funcionários lúcidos do Instituto, baseado na defesa intransigente da utilização das emissoras públicas como ferramenta em favor das verdadeiras aspirações do povo alagoano. Enquanto informativo, o jornal estará de olho vivo nos desvios de conduta e em tudo que possa comprometer a Autarquia ou prejudicar o servidor. Neste contexto, haverá o devido espaço para as denúncias que se provem verdadeiras e, por conseqüência, sejam passíveis de investigação. O Instituto Zumbi dos Palmares (IZP) é um complexo de comunicação que tem a missão de oferecer uma programação educativa, cultural, informativa e científica, voltada para o interesse público, com ênfase na prestação de serviço e na contribuição para o fortalecimento da cidadania em nosso Estado. Criado pelo Governo do Estado de Alagoas, em 8 de janeiro de 2001, o IZP está vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação. Detém a TV Educativa de Alagoas (TVE), as Rádios Educativas FM Maceió, Arapiraca e Porto Calvo, e a Rádio Difusora AM. Como também o Espaço Cultural Linda Mascarenhas (teatro e galeria).É objetivo do Instituto promover o intercâmbio de valores, educação e cultura entre a população alagoana, primando ainda pela integração e inclusão social. Suas emissoras estão empenhadas em oferecer acesso à informação e à comunicação em favor de todos, defendendo a pluralidade e a diversidade cultural, e valorizando a cultura local, regional e nacional. Também defende o entretenimento saudável e enriquecedor, que demonstre respeito à inteligência e à sensibilidade do telespectador.Os programas e conteúdos de comunicação que disponibiliza em suas emissoras de TV e rádios e no Espaço Cultural Linda Mascarenhas buscam complementar a ação educadora da escola e formadora da família, valorizando a criatividade, o espírito crítico e o interesse por temáticas e questões de valor para a elevação do conhecimento e formação do cidadão.

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Quinta-feira, Dezembro 09, 2010

TRAMA VIRTUAL



TRAMA VIRTUAL – É um site de música editado por João Marcello Bôscoli que promove o relacionamento e a conexão dos artistas entre si e com o público. Pioneiro como plataforma principal do cenário independente brasileiro de música e suas ações, conta com cobertura editorial ampliada do que está rolando nos quatro cantos do país. o site traz dicas de bandas, repeat da redação, discos, previews, holofotes, download e blog. Confira.

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MÚSICAS DO ESPINHAÇO



MÚSICAS DO ESPINHAÇO E DE OUTRAS NATUREZAS- O projeto Músicas do Espinhaço e de Outras Naturezas apresenta composições inspiradas na Serra do Espinhaço, cadeia de montanhas entre a região central de Minas Gerais e a Chapada Diamantina na Bahia. Criado em 2003, o projeto transporta, através da música, a experiência das paisagens da cordilheira do Brasil para um show e livroCD "O Encontro das Cordilheiras", recém-lançado.

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DEBORAH ROSA



DEBORAH ROSA – A cantora, compositora, multinstrumentista, arranjadora, escritora, fotógrafa e radialista mineira Deborah Rosa lançou seu primeiro CD, “Deborah Rosa canta só sucessos” como um material de divulgação, voz e violão, com produção de Zezinho Moura. Estudou 1 ano de piano no Conservatório de Poços de Caldas. Foi vencedora do 3º Festival de Música de Belo Horizonte com a canção “Ser Feliz”, letra de Deborah Rosa e Paulo Nicolsky e música de Tattá Spalla, em 2008. Participou do Evento-Show Internacional Friends of Live Earth Tweet Music em Abril de 2010 em São Paulo Capital com sua canção ativista em defesa do planeta Terra "Próximo Segundo". Idealizado pela artista baiana e prima de Caetano Veloso, Bellô Veloso e realizado pela gravadora BMGV Music e Studio YBrasil Deborah Rosa e mais 11 novos artistas cantaram ao vivo pra um público de mais de 110.000 pessoas em todo mundo com transmissão simultânea pela internet e pelo canal USTREAM TV. Foi indicada ao prêmio CELEBRIDADES 2010, pelo relevante trabalho desempenhado no Estado e na música mineira. Como locutora, ela já trabalhou na rádio Unimontes, 101,1 da emissora da Universidade Estadual de Montes Claros e faz spots para outras rádios, tvs e empresas em estúdios independentes em Montes Claros e outras localidades. Ela finalizou o trabalho de gravação do seu segundo cd, Melhor, com produção executiva de Paulo Nicolsky, direção de Toninho Horta, Tattá Spalla e Dalton Palmieri. No CD estão canções de sua autoria, do lendário guitarrista Fredera, de Gabriel Moura, produtor do disco de Seu Jorge, e outros nomes da MPB. Seu trabalho pode ser conferido no Clube Caiubi de Compositores, no Garagem mp3, no Palco MP3 e no seu blog Deborah Cantora.

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Segunda-feira, Dezembro 06, 2010

AUGUSTO BOAL (1931-2009)




TEATRO DE AUGUSTO BOAL- O volume “Teatro de Augusto Boal” dirigido por Adalgisa Pereira da Silva e Fernando Peixoto, traz o “Retrato do Brasil” de Sábato Magaldi, reunindo a trajetória de uma dramaturgia, o texto de Revolução na América do Sul, As aventuras do Tio Patinhas, Fernando Peixoto com “E quem paga o pato?”, Murro em ponta de faca, Gianfrancesco Guarnieri com “Um grito de socorro, de amor e de alerta”, Chico Buarque com “Meu caro amigo” e o texto de Boal “Eu quero cantar Ióiku”.

BIOGRAFIA - Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro RJ 1931 - idem 2009). Diretor, autor e teórico. Por ser um dos únicos homens de teatro a escrever sobre sua prática, formulando teorias a respeito de seu trabalho, torna-se uma referência do teatro brasileiro. Principal liderança do Teatro de Arena de São Paulo nos anos 1960. Criador do teatro do oprimido, metodologia internacionalmente conhecida que alia teatro a ação social. Conclui o curso de química na Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, em 1950, e embarca para Nova York, onde estuda teatro na Universidade de Columbia. Cursa direção e dramaturgia, tendo John Gassner como um de seus mestres. De volta ao Brasil em 1956, aos 25 anos, é contratado para integrar o Teatro de Arena de São Paulo, dividindo as tarefas de direção com José Renato, mentor artístico da companhia. Passa a exercer natural ascendência sobre os colegas, em função de sua vasta formação intelectual, responsabilizando-se, junto com José Renato, pela guinada no direcionamento do grupo. Investe na formação dramatúrgica da equipe, instituindo um Curso Prático de Dramaturgia. Aprofunda o trabalho de interpretação, adaptando o método de Stanislavski, ao qual teve acesso, através de sua experiência norte-americana, às condições brasileiras e ao formato de teatro de arena, resultando numa interpretação naturalista, até então não experimentada no Brasil. E, fundamentalmente, sua atuação é decisiva no engajamento do grupo na opção ideológica da esquerda brasileira, determinando a investigação de uma dramaturgia e interpretação voltadas para as discussões e reivindicações nacionalistas, em voga na segunda metade dos anos 1950. Sua primeira direção na casa é Ratos e Homens, de John Steinbeck, que lhe rende seu primeiro Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA, como revelação de diretor de 1956. No ano seguinte, segue-se Marido Magro, Mulher Chata, uma despretensiosa comédia de costumes sobre a "juventude transviada" de Copacabana, sua primeira incursão como autor. Boal consegue demonstrar domínio na técnica do playwriting americano, mas longe ainda de efetivar uma análise profunda da sociedade brasileira. No trabalho da encenação, em lugar do teatral, avança na busca do coloquialismo. Ainda em 1957, reincide na direção, agora com um texto de Sean O'Casey, Juno e o Pavão, que não alcança sucesso de público. Em 1958, encena A Mulher do Outro, de Sidney Howard, agravando a crise já instalada no teatro da Rua Theodoro Baima pela seqüência de fracassos anteriores. Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, dirigido por José Renato, salva o Arena da bancarrota, e o grupo ressurge como a grande revolução da cena nacional. Para seguir na investigação de uma dramaturgia própria, voltada para a realidade brasileira, Boal sugere a criação de um Seminário de Dramaturgia. As produções, fruto desses encontros, vão compor o repertório da fase nacionalista do conjunto nos anos seguintes. É importante notar que o país passa por uma valorização do "tudo nacional", e que, em paralelo, avançam a Bossa Nova e o Cinema Novo. Sob sua direção, estréia Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho, em 1959, segundo êxito nessa vertente. O texto investiga a operacionalidade de um pequeno time de várzea, revelando as trapaças políticas que rondam os campeonatos de futebol. Mais uma vez, os protagonistas da trama são de origem humilde. A direção de Augusto Boal é ágil, vigorosa, e ele afirma, através do texto do programa, ter substituído o realismo seletivo pelo realismo teatral, para melhor ambientar o universo proposto pelo autor e para atingir mais "energicamente" o espectador. Ainda em 1959, dirige para o Teatro das Segundas-feiras, espaço aberto para experimentar os textos advindos do Seminário de Dramaturgia, Gente como a Gente, de Roberto Freire. No sentido de escapar aos estereótipos, de não tipificar o homem brasileiro, seja ele do Nordeste, do Sul ou do interior do Estado de São Paulo, é necessário uma ampla pesquisa de comportamento, ações, modos de falar, pelos atores da companhia. Sua última direção de 1959 é A Farsa da Esposa Perfeita, de Edy Lima. Ambientado numa região fronteiriça do Rio Grande do Sul, o enredo gira em torno da recuperação da honra de um homem, através da condescendência de outro, em troca dos favores sexuais da esposa do primeiro - típica trama ligada à tradição farsesca. Fogo Frio, de Benedito Ruy Barbosa, em 1960, ocorre numa produção conjunta entre o Arena e o Teatro Oficina, companhias que, nesse período, vivem intercâmbios constantes: Boal orienta um curso de interpretação para o elenco do Oficina; dirige para o grupo A Engrenagem, adaptação dele e de José Celso Martinez Corrêa do texto de Jean-Paul Sartre, e Antônio Abujamra dirige, no ano seguinte, José, do Parto a Sepultura, de Boal, com os atores do Oficina, que estréia no Teatro de Arena. Ainda em 1960, seu texto Revolução na América do Sul, com direção de José Renato, o eleva ao posto de um dos melhores dramaturgos do período, lugar que já ocupa como encenador e ideólogo no panorama paulista. O texto inicia a investigação de uma forma não realista, mais próxima ao teatro épico de Bertolt Brecht. Trata-se de uma farsa-revista musical, inspirada nas tradições cômicas e populares, a serviço de um contundente protesto político-social. Boal aprofunda essa conexão entre teatro e agit-prop em Pintado de Alegre, de Flávio Migliaccio, em 1961. No mesmo ano, completando a fase nacionalista, Boal dirige O Testamento do Cangaceiro, de Chico de Assis, ainda uma abordagem dramatúrgica com base na literatura popular, com cenários e figurinos de Flávio Império e participação especial de Lima Duarte no elenco. A partir de 1962, o Arena inicia uma nova fase: a nacionalização dos clássicos. É nesse momento que José Renato sai da companhia e Boal torna-se líder absoluto e sócio do empreendimento. Encerra-se a leva de encenações dos textos produzidos no Seminário, que levara o Arena a um beco sem saída ao final de 1961, e o grupo modifica sua linha de repertório, retomando o interesse nas questões da cena propriamente dita. A qualidade dos espetáculos torna-se superior. Já em A Mandrágora, de Maquiavel, 1962, Boal volta a chamar a atenção como encenador. O espetáculo é apreciado não por suas intenções políticas, mas por seus valores estéticos: a boa carpintaria dramática, "o frescor da interpretação, maliciosa, irônica, positiva na sua mensagem". No ano seguinte, novamente acerta ao encenar O Noviço, de Martins Pena, divertindo a platéia com uma sátira bem-humorada do Brasil. Volta a colaborar com o Oficina, dirigindo Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams. A cenografia de Flávio Império transforma a espacialidade do teatro, e o elenco permanente, sob os auspícios do treinamento de Eugênio Kusnet, partilha do sucesso do empreendimento ao lado de atores mais experientes, como Mauro Mendonça e Maria Fernanda. Em 1963, no Arena, segue-se O Melhor Juiz, o Rei, de Lope de Vega, cujo terceiro ato sofre adaptação radical, subvertendo o significado do original. E, última contribuição de Boal para o "rejuvenescimento dos clássicos", Tartufo, de Molière, cartaz de 1964. Assim que se efetiva o golpe militar, Boal vai ao Rio de Janeiro dirigir o show Opinião, com Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão (depois substituída por Maria Bethânia). A iniciativa surge de um grupo de autores ligados ao Centro Popular de Cultura da UNE - CPC, posto na ilegalidade - Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes e Armando Costa reúnem-se no intento de criar um foco de resistência à situação. O evento torna-se sucesso instantâneo e contagia diversos outros setores artísticos (Opinião 65, exposição de artes plásticas no Museu de Arte Moderna, MAM/RJ, surge na seqüência), aglutinando artistas ligados aos movimentos de arte popular. Esse é o nascedouro do Grupo Opinião, que permanece combativo até 1968. Retornando a São Paulo, encontra a equipe do Arena em torno do projeto de reconstrução do episódio histórico do Quilombo de Palmares. Com a experiência do Opinião na bagagem, Boal inicia o ciclo de musicais na companhia, integrando o coletivo de artistas em torno de uma nova linguagem. Ele, Gianfrancesco Guarnieri e Edu Lobo dão forma a Arena Conta Zumbi, encenado em 1965, primeiro experimento com o sistema coringa. Escolhido o recorte do tema, os locais de ação e as principais personagens, a cena ganha um aspecto de grande seminário dramatizado: oito atores revezam-se entre todas as personagens, teatralizando cenas fragmentadas e independentes, enquanto um ator coringa tem a função narrativa de fazer as interligações, como um professor de história que organiza uma aula e dá seu ponto de vista sobre os acontecimentos. O emprego da música torna-se um elemento essencial à linguagem do espetáculo, interligando as cenas, e enriquecendo a trama em tons líricos ou exortativos. O elenco é jovem e bonito, e tem a consciência de utilizar eventos passados para se fazer uma crítica ao presente. Zumbi confirma o Arena na liderança da pesquisa teatral e da luta contra o arbítrio vigente no país. A bem-sucedida realização, sucesso de público, determina novas versões de Arena Conta..., que resultam na teorização do método. No mesmo ano, Boal escreve e dirige Arena Conta Bahia, direção musical de Gilberto Gil e Caetano Veloso, com Maria Bethânia e Tom Zé no elenco. Segue-se um texto seu e de Guarnieri, pelo Oficina, Tempo de Guerra, construído com poemas de Brecht, com Gil, Maria da Graça (Gal Costa), Tom Zé e Maria Bethânia, sob sua direção. Em 1966 retoma os clássicos dirigindo O Inspetor Geral, comédia de Nikolai Gogol, uma montagem mal-sucedida. No ano seguinte, é a vez de Arena Conta Tiradentes, repetindo a fórmula criada dentro do grupo. O espetáculo é o resultado mais apurado do sistema coringa, centrado sobre outro movimento histórico da luta nacional: a Inconfidência Mineira. Não há o objetivo de retratar os fatos de forma ortodoxa e cronológica. A intenção é criar conexões constantes com fatos, tipos e personagens relativos ao movimento pré e pós-1964. Do ponto de vista da linguagem, busca-se criar uma empatia da platéia com a personagem de Tiradentes, o herói, através de uma interpretação realista, em contraponto a uma abordagem distanciada para os demais personagens, despertando o entusiasmo revolucionário e uma perspectiva crítica sobre os acontecimentos. A música tem importância crucial nessa encenação, com direção musical de Theo de Barros. O refrão "de pé, povo levanta na hora da decisão" pontua toda a montagem, conclamando explicitamente a platéia na resistência à ditadura. Responsável pela unidade visual, Flávio Império, cenógrafo e figurinista da montagem, ajuda a conduzir a leitura da platéia na troca de personagens pelos atores através de signos que identificam as personagens. Essa é a realização de Boal mais importante dentro do Arena em 1967, entre outras que chamam pouca a atenção. O Círculo de Giz Caucasiano, de Brecht, não passa da estréia. La Moschetta é mais uma bem-sucedida atualização de um clássico, sátira renascentista de Angelo Beolco, autor de um teatro cru e violento que se assemelha aos dramas de Plínio Marcos, autor recém-lançado no panorama paulista. A Primeira Feira Paulista de Opinião, concebida e encenada por Boal no Teatro Ruth Escobar, trata-se de uma reunião de textos curtos de vários autores, depoimento teatral sobre o Brasil de 1968. Estão presentes peças de Lauro César Muniz, Bráulio Pedroso, Guarnieri, Jorge Andrade, Plínio Marcos e Boal. O diretor apresenta o espetáculo na íntegra, ignorando os mais de 70 cortes estabelecidos pela Censura, incitando a desobediência civil. Luta arduamente pela permanência da peça em cartaz, depois de sua proibição. No mesmo ano, segue-se Mac Bird, de Barbara Garson, transposição de Macbeth, de Shakespeare, para o universo norte-americano. Com a decretação do Ato Institucional nº 5, em fins de 1968, o Arena viaja para fora do país, excursionando em 1969 e 1970 pelos Estados Unidos, México, Peru e Argentina. Boal escreve e dirige Arena Conta Bolivar, inédita no Brasil, que se soma ao antigo repertório. Em seu retorno, com uma equipe de jovens recém-saídos de um curso no Arena, cria o Teatro Jornal - 1ª Edição, experiência que aproveita técnicas do agit-prop e do Living Newspaper, grupo norte-americano dos anos 30. A equipe denota vigor e talento, vindo a tornar-se o Teatro Núcleo Independente, grupo importante na periferia paulistana dos anos 1970. A Resistível Ascensão de Arturo Ui, de Brecht, é a última incursão de Boal no coringa. Apesar de não acrescentar grandes novidades na linguagem do grupo, demarca a resistência à razão, em meio a tantas manifestações teatrais voltadas para o místico - sintoma das novas tendências que emergem no início da década. Preso e exilado em 1971, Boal prossegue sua carreira no exterior, inicialmente na Argentina, onde permanece cinco anos, e desenvolve a estrutura teórica dos procedimentos do teatro do oprimido. Torquemada, um texto seu sobre a Inquisição, é encenado em Buenos Aires em 1971, e Tio Patinhas e a Pílula, em Nova York, em 1974. Muda-se para Portugal, fixando-se por dois anos, trabalhando com o grupo A Barraca, realizando a montagem A Barraca Conta Tiradentes, 1977. Lá escreve Mulheres de Atenas, uma adaptação de Lisístrata, de Aristófanes, com músicas de Chico Buarque. Finalmente, a partir de 1978 estabelece-se em Paris, criando um centro para pesquisa e difusão do teatro do oprimido, o Ceditade. Em São Paulo, no mesmo ano, Paulo José dirige para a companhia de Othon Bastos Murro em Ponta de Faca, texto em que Boal enfoca a vida dos exilados políticos. Boal visita o Brasil em 1979 para ministrar um curso no Rio de Janeiro, retornando, no ano seguinte, juntamente com seu grupo francês, para apresentar o teatro do oprimido, já consagrado em muitos países da Europa e de outros continentes. Somente em 1984, com a anistia, retorna ao Brasil, fixando-se no Rio de Janeiro, mas viajando para todo o mundo, onde aplica cursos e desenvolve atividades ligadas ao oprimido. Realiza encenações internacionais, ao longo e depois do exílio, em Nova York, Lisboa, Paris, Nuremberg, Wuppertal e Hong Kong. No Brasil, após seu regresso, dirige o musical O Corsário do Rei, texto de sua autoria, com músicas de Edu Lobo e letras de Chico Buarque, em 1985; Fedra, de Jean Racine, com Fernanda Montenegro no papel-título, em 1986; Malasangre, de Griselda Gambaro, em 1987; Encontro Marcado, de Fernando Sabino, em 1989; e Carmen, de Bizet, sambópera de Boal, Marcos Leite e Celso Branco, 1999. Lança vários livros teóricos sobre o seu fazer teatral, tais como: O Teatro do Oprimido e Outras Políticas Poéticas, 1975; 200 Exercícios para Ator e o Não-Ator com Vontade de Dizer Algo através do Teatro, 1977; Técnicas Latino-Americanas de Teatro Popular, 1979; Stop: C'est Magique, 1980; Teatro de Augusto Boal, vol. 1 e 2, 1986 e 1990; Jogos para Atores e Não Atores, 1988; Teatro Legislativo, 1996. Escreve dois textos autobiográficos, Milagre no Brasil, em 1977, e Hamlet e o Filho do Padeiro, em 2000. Sua atuação mais recente encontra-se voltada para o teatro do oprimido, ampliando as conexões entre teatro e cidadania. Entre outros significativos títulos e prêmios angariados por Boal no exterior, destacam-se o Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres, outorgado pelo Ministério da Cultura e da Comunicação da França, em 1981, e a Medalha Pablo Picasso, atribuída pela Unesco em 1994. Em 2009, é nomeado embaixador mundial do teatro pela Unesco. Avaliando a abrangência de sua trajetória, o crítico Yan Michalski destaca: "[...] Até o golpe de 1964, a atuação de Augusto Boal à frente do Teatro de Arena foi decisiva para forjar o perfil dos mais importantes passos que o teatro brasileiro deu na virada entre as décadas de 1950 e 1960. Uma privilegiada combinação entre profundos conhecimentos especializados e uma visão progressista da função social do teatro conferiu-lhe, nessa fase, uma destacada posição de liderança. Entre o golpe e a sua saída para o exílio, essa liderança transferiu-se para o campo da resistência contra o arbítrio, e foi exercida com coragem e determinação. No exílio, reciclando a sua ação para um terreno intermediário entre teatro e pedagogia, ele lançou teses e métodos que encontraram significativa receptividade pelo mundo afora, e fizeram dele o homem de teatro brasileiro mais conhecido e respeitado fora do seu país".

Fonte:
BOAL, Augusto. Teatro de Augusto Boal. São Paulo: Hucitec, 1986.
INSTITUTO ITAU CULTURAL. Augusto Boal. Disponível em http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=703. Acesso em 04 dez 2010.
MICHALSKI, Yan. Augusto Boal. In: Pequena enciclopédia do teatro brasileiro contemporâneo. Rio de Janeiro, 1989. Material inédito, elaborado em projeto para o CNPq.

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Quinta-feira, Dezembro 02, 2010

PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL



PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL – O portal Pernambuco Nação Cultural é uma rede de comunicação e de divulgação da cultura pernambucana na internet. Idealizado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e pelo Instituto InterCidadania (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - Oscip), tem como objetivo armazenar, arquivar e exibir qualquer conteúdo – vídeo, áudio, imagem ou texto – que tenha relação com a produção e o consumo artístico pernambucano. É composta por agentes culturais (escultores/escultoras, desenhistas, jornalistas, atores/atrizes, músicos, fotógrafos, produtores culturais, historiadores, museólogos, designers, estilistas, entre outros profissionais do setor) interessados em difundir os costumes, as tradições e as conexões culturais de nossa terra. Todo esse conteúdo é administrado pela Fundarpe e pelo Instituto InterCidadania, com a ajuda dos próprios usuários e de entidades convidadas.

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Quarta-feira, Dezembro 01, 2010

JEANNE DARWICH



Foto: Walda Marques

JEANNE DARWICH - A cantora paraense Jeanne Darwich prepara para dezembro o lançamento de seu segundo CD, A Voz do Sentimento (independente). Uma prévia do disco foi divulgada com exclusividade pelo blog Som do Norte, no sábado, 6 de novembro, incluindo as inéditas "Água de ouro", de Paulo César Pinheiro, e "Bendita voz do sentimento", de Eudes Fraga e Zé Renato Fressato, e a regravação de um clássico da seresta, "Noite Cheia de Estrelas", de Cândido das Neves, lançada por Vicente Celestino em 1937 - esta, por se tratar de composição já em domínio público, foi disponibilizada para download. O tema central do novo disco de Jeanne é o amor. O produtor Eudes Fraga e o pai da cantora, Brahim Darwich, a auxiliaram na escolha do repertório, que privilegiou músicas com letras e melodias de qualidade, mas que não sejam tão conhecidas como merecem pelo grande público. O resultado final é um conjunto de 14 canções que falam do amor de variadas formas: o amor sentimento, o amor correspondido, o amor abandonado e mesmo o amor em realizar desejos, como o de ir ao mar. Além das músicas já citadas, destacam-se a regravação de outro clássico da década de 1930 - "Sertaneja", de René Bittencourt, gravada por Orlando Silva em 1939 - e a inédita "Outra parte", parceria de Jeanne Darwich com Sidney Cazanova e Jacqueline Darwich. A escolha do nome do disco é assim justificada por Jeanne: Quando Eudes cantou "Bendita voz do sentimento" para mim, fiquei encantada e na mesma hora me veio a ideia de ser este o título do CD. Natural de Belém, Jeanne iniciou sua trajetória artística como bailarina; no Rio de Janeiro, onde morou por 9 anos, interessou-se pelo canto, o que a levou a estudar na Escola de Música Villa-Lobos. Seu trabalho final foi sobre a obra do compositor e maestro Waldemar Henrique. Em maio de 2000, voltou a Belém, para montar um espetáculo com ritmos amazônicos, devido ao convite para representar o Brasil na Cari Fiesta, em Montreal (Canadá). Este espetáculo deu origem a seu primeiro CD, Em Canto Amazônico, lançado em 2005. Saiba mais: Escute a prévia do CD Voz do Sentimento no blog Som do Norte. Assessoria de Imprensa Som do Norte Fabio Gomes 91-8279-7680

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PABLO BELUSSO



PABLO BELUSSO – Já foi pré-lançado o cd Poema Urbano do cantor e compositor Pablo Belusso. Nascido em Imperatriz (MA), em 1984, Pablo teve seu primeiro contato com a música aos 9 anos quando começou a aprender teclado. Começou a carreira cantando em festivais de Rondon do Pará. Em 2002, quando morava em Santarém, participou de alguns grupos musicais, antes de fundar sua primeira banda de rock, Matéria-prima, da qual era o vocalista, violonista, tecladista e compositor. A partir de 2008 iniciou carreira solo. Entre suas principais influências, alinha The Beatles, U2, Queen, Coldplay, Radiohead, The Smashing Pumpkins, The Doors, ao lado dos nacionais Raul Seixas, Legião Urbana, Los Hermanos e Chico Buarque. Pablo conta que a primeira música que escreveu para este álbum foi "Poema Urbano", em 2006, quando recém se mudara de Santarém, interior do Pará, para Belém. A partir desta primeira composição, foram surgindo as outras, que abordam temas como o amor, as disputas no mercado de trabalho e as dificuldades da vida - muitas inspiradas em fatos vividos pelo artista. Confira o talento deste artista no extraordinário Som do Norte, no MySpace e no Palco MP3. Assessoria de Imprensa Som do Norte Fabio Gomes 91-8279-7680

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OTTO MARIA CARPEAUX: UMA NOVA HISTÓRIA DA MÚSICA



OTTO MARIA CARPEAUX: UMA NOVA HISTÓRIA DA MÚSICA – O livro “Uma nova história da música” de Otto Maria Carpeaux trata das origens, da polifonia vocal, a Idade Média, a Renascença e a Reforma, a Contra-Reforma, Palestrina, o Maneirismo, o Barroco, as origens da ópera e do Baixo-Contínuo, Monteverde e a Ópera Veneziana, a homofonia na opera e na igreja, homofonia instrumental, o Rococó, Handel, Bach, a música clássica, Haydn, Gluck, Mozart, Beethoven, os romantismos, a ópera de Rossini e Belini, a ópera comique, Chopin, opereta, Berlioz, Schumann, Liszt, Wagner, Vruchner, Wolf, Verdi, Brahms, a crise da música européia, Mahler, Strauss, Tavel, a música nova, Stravinsky, Bartók, Schoenberg e o Dodecafonismo, a música concreta e eletrônica, cronologia dos compositores e cronologia das obras.

FONTE:
CARPEAUX, Otto Maria. Uma nova história da música. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1973.

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VANESSA MORAIS



VANESSA MORAIS – A cantora e compositora mineira Vanessa Morais lançou um cd independente que tem uma música que está virando sucesso internacional: Maré. Suas músicas depois de estourarem na rede agora toca nas radios da Alemanha, França, Japão ,Potugal e Estados Unidos. Ela é de Uberlância, nascida numa família de músicos e logo cedo já participava do coral do conservatório Estadual de Música Cora Pavan. Em 2002, entrou para uma banda assumindo o vocal, realizando shows na cidade e região. Logo em seguida, optou por deixar o grupo a fim de cantar em bares da cidade ao lado de grandes músicos do lugar. Em 2005, lançou seu cd independente, apoiada por sua mãe, a também compositora Alvina Morais, cantando e compondo com seu talento para o Brasil e pro mundo. Confira a sua página no Palco mp3 e clipes no YouTube. Contato: 34-32326714 Uberlândia MG Info: Alvina Morais

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SÁBATO MAGALDI: INICIAÇÃO AO TEATRO



SÁBATO MAGALDI: INICIAÇÃO AO TEATRO – A obra “Iniciação ao teatro” de Sábato Magaldi trata do conceito de teatro, o texto, o ator, os elementos visuais, a arquitetura, o encenador, a empresa, o público, a participação do Estado, nacionalismoa, qualificativos em voga como boulevard, vanguarda, teatro político, épico, social, popular, pobre, criação coletiva, o happening, teatro do oprimido, destino do teatro com relação á televisão e ao cinema, os erros da nostalgia e o exemplo de Copeau.

SÁBATO ANTONIO MAGALDI é teórico, critico teatral e professor mineiro radicado no Rio de Janeiro desde 1948. Ele pertence ao primeiro escalão intelectual brasileiro, influente pensador ligado a momentos decisivos da história do teatro brasileiro. Formou-se em direito, em 1949, pela Universidade de Minas Gerais (faz o último ano no Rio de Janeiro). De 1950 a 1953, foi crítico teatral do Diário Carioca, enviando colaboração da França, enquanto lá permanece de 1952 a 1953. Nesse ano recebe o certificado de estética da Sorbonne (Universidade de Paris), sendo seu professor Etiènne Souriau. A obtenção desse certificado exige ainda aprovação nos cursos de psicologia e história da arte moderna. Regressa ao Brasil, transfere-se para São Paulo, a convite de Alfredo Mesquita, a fim de lecionar história do teatro na Escola de Arte Dramática - EAD, e se torna redator do jornal O Estado de S. Paulo. Com a criação do Suplemento Literário, em 1956, tornou-se titular da coluna de teatro até 1969. Participou do Seminário de Dramaturgia do Teatro de Arena, em 1958, e dirigu nos anos 60 a coleção Teatro Universal, da Editora Brasiliense, e a coleção Teatro Vivo, da Editora Abril, nos anos 70. Fundada a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ECA/USP, em 1967, chegou por concurso a professor titular de teatro brasileiro. E recebeu o título de professor emérito em 2000. Foi o primeiro secretário municipal de Cultura de São Paulo, a convite do prefeito Olavo Setúbal. Com Maria Thereza Vargas, lançou, em 1975, Cem Anos de Teatro em São Paulo, publicação fasciculada destinada a comemorar o centenário do jornal O Estado de S. Paulo e depois editada em livro (Editora Senac São Paulo, 2001). Doutorou-se na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, FFLCH/USP, em 1972, com a tese Teatro de Oswald de Andrade, e fez livre-docência, em 1983, na ECA/USP, defendendo a tese Nelson Rodrigues: Dramaturgia e Encenações. Prestou, em 1985, concurso para professor adjunto, tornando-se, em 1988, professor titular de teatro brasileiro. Organizou e prefaciou a publicação do Teatro Completo de Nelson Rodrigues (quatro volumes), que se estende de 1981 a 1989. De 1985 a 1987, lecionou na Sorbonne, em Paris, e de 1989 a 1991, na Universidade de Aix-en-Provence. Em 1994 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, ABL. Entre os títulos de sua produção destacam-se Panorama do Teatro Brasileiro, 1962; Iniciação ao Teatro, 1965; O Texto no Teatro, 1989; Moderna Dramaturgia Brasileira, 1998; Depois do Espetáculo, 2003; Teatro da Ruptura: Oswald de Andrade e Teatro da Obsessão: Nelson Rodrigues, 2004. Outras publicações: Temas da História do Teatro, 1963; O Cenário do Avesso, 1977; Um Palco Brasileiro (O Arena de São Paulo), 1984; O Texto no Teatro Moderno Brasileiro, em Literatura Brasileira: Ensaios, Crônica, Teatro e Crítica, 1986; O Papel de Brecht no Teatro Brasileiro: Uma Avaliação, em Brecht no Brasil, Experiências e Influências, de W. Bader; Teoria e Prática da Censura no Brasil Atual, em Le Thêatre sous la Contrainte, 1988; Teatro Brasileiro, em O Teatro através da História (vol.II), 1994; As Luzes da Ilusão (Discurso de recepção na ABL), 1995; O Crítico de Teatro, em Sobre Anatol Rosenfeld. Em obras de referência e especializadas, é autor do verbete sobre o teatro brasileiro da Enciclopédia Mirador Internacional e do Díctionnaire des Littératures das Presses Universitaires de France. Atualiza verbetes sobre teatro do dicionário Novo Aurélio - Século XXI. Acumula muitos prêmios ao longo de sua carreira no país. É conselheiro vitalício da Fundação Bienal de São Paulo; torna-se Chevalier des Arts et Lettres, do governo francês, em 1967; e Chevalier de l'Ordre National du Mérite, do governo francês, em 1979. (Fonte: Itau Cultural)

FONTE:
GUINSBURG, Jacó. Apresentação. In: MAGALDI, Sábato. Moderna dramaturgia brasileira. São Paulo: Perspectiva, 1998.
MAGALDI, Sábato. Iniciação ao teatro. São Paulo: Ática, 1985.

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