Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

TAVITO




TAVITO – É com grande prazer e satisfação que trago aqui essa figura maravilhosa que é o Tavito. À guisa apenas de informação, o músico e compositor mineiro Luis Otavio de Melo Carvalho, é um dos nomes mais importante da música brasileira das últimas décadas. Ele participou do legendário Som Imaginário que reunia além dele, músicos como Wagner Tiso, Luiz Alves, Robertinho Silva, Fredera, Naná Vasconcelos e Zé Rodrix. Participou da geração de Milton Nascimento ao lado de Nelson Angelo, Toninho Horta e Tavinho Moura. Tocou também com Vinicius de Morais nos anos 60. Depois produziu discos de Renato Teixeira, Marcos Valle, Selma Reis e Sá & Guarabira, além de atuar como arranjador e publicitário. Ele gravou diversos discos, destacando-se o “Tudo”, lançado em 2009, e é autor de várias músicas, entre elas os sucessos Rua Ramalhete e da famosíssima Casa no Campo, feita em parceira com o memorável Zé Rodrix. Na última quinta, dia 15 de dezembro, tive a honra de tê-lo participando inclusive com uma canja com seus sucessos, da homenagem que me foi feita na Sopa de Letrinhas – O Sarau do Caiubi, no Bagaça em São Paulo.


Confira o talento dele no site Tavito, no blog Tudo Tavito, no MySpace e no Clube Caiubi de Compositores.



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TECO SEADE




Sou terra índia velha feiticeira abrindo o ventre e parindo o chão. Pegadas novas na estrada velha. Vou tatuando a poeira do chão. Mato a sede com a passarada molhando a alma num riachão. Saudade brota sob a lua cheia, sou cantador por profissão.

TECO SEADE - Tenho me ressentido muito da falta de tempo que a gente tem para ouvir, ver ou prestigiar tanta coisa boa que desabrocha espoucando aqui, ali, acolá ou alhures por aí. Não me perdôo por isso, mesmo me mantendo em pesquisas constantes por descoberta de gente boa na poesia, na música, no teatro, enfim, nas artes. Estou sempre futucando e navegando na rede sempre em busca de conhecer talentos e, com certeza, tenho me maravilhado com muita coisa que tenho encontrado. Principalmente eu que sou aficcionado desde menino pela arte de todos os aedos, rapsodos, bardos, vates, trovadores, menestréis, jograis, segréis, repentistas, violeiros, cantadores e mambembes itinerantes com suas fórmix, kitharas, liras, alaúdes, cistres, cordofones, citolas, cítaras, arcos, harpas, monocórdios, banjos, bandolins, cavaquinhos, guitarras, violões e violas que faziam e fazem seus ditirambos, cancioneiros, cantorias, desafios, repentes, emboladas, serenatas, saraus, ou funções diversas e tertúlias, isso sem falar da admiração e fascínio que tenho pela arte de Elomar, Xangai, Heraldo do Monte, Renato Teixeira, Amir Sater, Rolando Boldrin, Vital Farias e de todos os violeiros que aprecio na comunidade Violeiros do Brasil.


Sempre tenho encontrado gente da melhor cepa artística na rede. Mas dessa vez, não foi virtualmente que descobri, foi pessoalmente. Exatamente durante a V Bienal Internacional do Livro de Alagoas que, por meio da minha amiga Aline Romariz, tive a oportunidade de conhecer o trabalho da Iluminatta e do Portal do Poeta Brasileiro, como também o excelente talento de Teco Seade.


Teco além de ser um sujeito da melhor qualidade humana e uma figura ímpar de dignidade, é um daqueles artistas que surpreendem, encantam e trazem no seu canto e na sua música aquela essencial brasilidade poética capaz de envolver de forma enfeitiçadamente fascinante a todos que presenciam sua performance. Nascido em Campinas, é formado em Psicologia pela PucCamp e herdeiro da arte de familiares pantaneiros. Na sua trajetória ele traz a iniciativa de ser o responsável pelo desenvolvimento de projetos culturais em bares com músicos, mágicos, mímicos, atores, comediantes e outros artistas, um dos fundadores da Cooperativa dos Poetas, Escritores e Cartunistas, um dos criadores da Mondongo Produções, ao lado de Alejandro Muniz e Fábio Sampaio e, também, da Cooperativa de Poetas, Escritores e Cartunistas de Campinas, do Espaço Cultural e Projeto Cultural da Cachaçaria Tradicional. Entre os seus parceiros estão a Cia de Teatro Sia Santa, o pintor impressionista Washington Maguetas (o “Monet Brasileiro”), Zeza Amaral (Prêmio Sharp em 1987), o jornalista Sérgio Di Paula, o violeiro mato-grossense João Ormond, entre muitos outros artistas.


A matéria-prima do trabalho de composição de Teco Seade vem da contemplação da gente simples, da natureza, dos costumes, da poesia, das estradas, fortalecendo assim as raízes do povo brasileiro. Essa, portanto, louvável e meritória de aplausos de pé, destacando-se de sua lavra os projetos Viola Emprenhada e Palavra Caipira.


A esse talento indiscutivelmente de primeira linha e a esse cantador excelente, trago a minha homenagem com um xote que fiz:



CANTADOR

A vida passa em cada passo do caminho
Vou passarinho professando a minha fé
Vou bem cedinho pela estrada que se espalma
O Nordeste em minha alma
Nos catombos do trupé
Vou Severino percorrer légua tirana
Com toda aventura humana
No solado do meu pé.

Sou cantador
E carrego no canto
Minha vida no manto
Que reveste o valor
Pra onde eu for
Eu me valha do encanto
Pra chegar em qualquer canto
Com a verdade do amor.

Vou com meu canto em cada canto lado a lado
Vou com cuidado afinando o meu gogó
Sem ter espanto, todo só de luz armado
Tino aceso e aprumado
Evitando um quiprocó.
Vou confiante, entre o céu e a terra, a ponte
No destino do horizonte
Vou bater até no sol.

Sou cantador
E carrego no canto
Minha vida no manto
Que reveste o valor
Pra onde eu for
Eu me valha do encanto
Pra chegar em qualquer canto
Com a verdade do amor.

Digo bem alto e minha crença toma abrigo
Sem ter asilo na redoma do mundão
Sigo o sermão no rumo a rota do estradeiro
Assuntando o paradeiro
Na melhor entonação.
Passo nos peitos a ficar comendo orvalho
Se cantar é o meu trabalho
Deus me dê toda canção.

Sou cantador
E carrego no canto
Minha vida no manto
Que reveste o valor
Pra onde eu for
Eu me valha do encanto
Pra chegar em qualquer canto
Com a verdade do amor.





Confira mais no site do Teco Seade e na sua página do Clube Caiubi de Compositores.

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Sexta-feira, Dezembro 09, 2011

PALAVRA MÍNIMA – JÚLIO UÇÁ & LUCIANO JOSÉ



PALAVRA MÍNIMA - O projeto Palavra Mínima tem o objetivo de criar mais um espaço para veiculação da arte produzida em Alagoas. Trata-se de um empreendimento cultural consistente que acontecerá sempre às sextas, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, no formato de um espetáculo musical impregnado de literatura, que mostra a sintonia entre a palavra cantada – da música dos compositores e intérpretes – e os textos dos diversos autores alagoanos, buscando, assim, unir duas expressões, como produção única.

JÚLIO UÇÁ - O cantor Júlio Uçá iniciou a carreira musical na sua cidade natal, Palmeira dos Índios/AL, através de movimentos religiosos. Aos 17 anos se mudou para Maceió com o objetivo de terminar seus estudos, onde se formou no curso de Hotelaria. Mas, como a música sempre foi seu maior dom, Júlio encarou o desafio de compor e divulgar a música alagoana se profissionalizando em 2003. Neste mesmo ano, estreou pela primeira vez no cenário regional com a música “Moreninha”, de autoria própria, no Festival de Música do Sesc (Femusesc), conseguindo conquistar sua classificação para a fase final do concurso. A partir daí o reconhecimento foi imediato. Com a repercussão do festival, Júlio participou de vários projetos, entre eles o Projeto Jaraguá Cultura e Negócios, em Maceió, 2003, Feira da Música, realizada em Fortaleza, 2006, Projeto Circulação Sesc Música Alagoana, 2008, e o Projeto Misa Acústico, em Maceió, 2008. Júlio participou de mais três edições do Femusesc, mas foi em 2008 que venceu o festival com a música “Cabelo de Mola”, seu maior sucesso, levando o nome de Alagoas para o evento nacional do Sesc, o Festival de Música Cidade Canção (Femucic), ocorrido em Maringá/ PR, no mesmo ano. Com influências de Zeca Baleiro, Chico César, Caetano Veloso e Adriana Calcanhoto, Júlio Uçá compõe suas músicas, caracterizadas como MPB contemporâneo e prevê lançar o primeiro CD, denominado como “Selva”, no mês de dezembro deste ano. Júlio promete um disco com uma pegada suave da MPB, requintes de elementos eletrônicos e muito humor. Agora é aguardar o lançamento para conferir seu novo repertório.

LUCIANO JOSÉ -  O poeta alagoano Luciano José Barbosa da Rocha é formado em filosofia pela Universidade Federal de Alagoas, professor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal - Campus III), Palmeiras dos Índios e já publicou os livros de poesia: Imtromissão do Poema (2006) e Grãos de Versos (2007), V(e)ia Poética (2009) e Conta-Gotas (2011).

SERVIÇO: Projeto Palavra Mínima, com Júlio Uçá e Luciano José (Participação especial: Cosme Rogério e Larissa Perdigão) Sexta, 09 de dezembro, às 20 horas No Espaço Cultural Linda Mascarenhas Ingressos: R$20,00 (preço promocional de R$10,00)

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